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20 de setembro de 2026Jornal Correio

“Homeschooling” ou IA: quem vai tirar a educação do buraco? - Jornal Correio

O chamado “homeschooling”, a educação em casa, chegou à campanha presidencial de 2026 através do programa de Romeu Zema (Novo), que defende a aprovação da sua regulamentação. Quase no mesmo momento, o Conselho …

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EDUCAÇÃO INFANTIL MATRICULAS ABERTAS 2027

O que aconteceu

O chamado “homeschooling”, a educação em casa, chegou à campanha presidencial de 2026 através do programa de Romeu Zema (Novo), que defende a aprovação da sua regulamentação. Quase no mesmo momento, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as primeiras diretrizes nacionais sobre o uso da Inteligência Artificial na educação. Os dois debates surgem num momento em que estudo feito pelo Instituto Semesp, em 2022, aponta que, se determinadas tendências forem mantidas, o Brasil poderá ter, em 2040, um déficit de até 235 mil professores em educação básica. É sedutora a ideia de que as famílias ou a tecnologia sejam a salvação para a falta de professores. Nenhuma das duas soluções é tão simples, porém. O Supremo Tribunal Federal (STF) deliberou, em 2018, que a Constituição não veda a educação em casa, mas que as famílias não têm o direito de adotá-lo antes que uma lei federal regulamente a modalidade. O Projeto de Lei mais próximo de ser votado, o PL 1.338/2022, encontra-se com o conteúdo pronto para ir a votação na Comissão de Educação e Cultura do Senado, com total favorabilidade do relatório da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil). Lacrou em Salvadô Conheça as bruxas de Salvador que unem magia, natureza, ancestralidade e uma pitada de baianidade no caldeirão Divindades populares: conheça as histórias por trás dos milagres que viraram devoção no Nordeste A versão do projeto aprovada na Câmara dos Deputados exige matrícula anual em instituição credenciada, formação superior ou tecnológica de pelo menos um dos responsáveis ou um preceptor, registros das atuações, relatórios trimestrais, avaliações anuais e acompanhamento por um docente tutor da mesma instituição. O estudante deve ser habilitado para os conteúdos que corresponde ao seu ano segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), embora a família tenha a liberdade de acrescentar conteúdos. A liberdade prevista, portanto, concentra-se nos métodos de ensino. Quem vai pagar a conta? Esse desenho do projeto leva-nos a questionar quem executará e financiará todo esse acompanhamento? A Undime, que representa os dirigentes municipais de educação, já alertou o Senado sobre os impactos da proposta na gestão das redes e no financiamento público. O Fundeb distribui a partir das matrículas da educação básica, enquanto o projeto elabora tarefas para as escolas que serão responsáveis por alunos que não irão presencialmente às salas de aula. A exigência do professor tutor torna a questão tangível. O projeto não traz números a respeito de quantos alunos domiciliares cada professor poderá acompanhar ou quanto do seu trabalho será dedicado à leitura dos relatórios ou ao encontro com as famílias. E há uma diferença entre ter um professor exclusivamente para cada aluno ou ter carga adicional para aquele

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Fonte consultada

Jornal Correio